A respeito desta característica que importuna o mundo de hoje com a sua ausência que em minha opinião, poderia realmente concertar este mundo, não acho que seja algo complicado.
As pessoas neste mundo, falando de uma forma geral, não costumam ser sinceras, quando muito, com alguém mais do que si mesmas. Coisa que não consigo entender, e que me leva muitas vezes a arrependimentos e decepções e complicações desnecessárias.
Eu, por acaso, é com grande pesar que posso me gabar de possuir isto que é quase um dom hoje em dia, a sinceridade, que na verdade não passa de uma obrigação para nossas almas humanas e frágeis.
É verdade que quando se trata de coisas complicadas como sentimentos sou mais sincero do que algumas pessoas podem aceitar e ou considerar verdade, já que aparentemente a maioria simplesmente não consegue dizer o que sente, ou expressar sabe-se lá de que forma o que lhe passa na cabeça, quase sempre por medo de que o outro esteja mentindo ou não sendo totalmente sincero, faltando sempre um “quase” para ser o que diz ser, porque, apesar de ser triste, é verdade, quando acostuma-se a esperar mentiras, é difícil aceitar uma verdade, por mais sincera que esta pareça ser.
Tenham em mente uma coisa, seja lá quem for que estiver lendo isto: O sincero não espera uma mentira, uma meia verdade ou uma palavra meio dita. O sincero sempre espera o que está oferecendo: Sinceridade. O que para ele não é mais que uma obrigação, a sinceridade é uma regra de vida, porque não é possível que alguém seja “meio-sincero” ou algo parecido, não, para o sincero as pessoas tem a obrigação de acreditar nele, pois este tem a plena certeza do que está dizendo e não espera menos da outra parte.
Quando se trata de sentimentos, a coisa se complica para o sincero, já que este sempre diz, timidamente, o que sente, com sinceridade de coração. Por acaso conheço pessoas muito próximas a mim que não entendem este mundo de casamentos curtos, relacionamentos vagos e sem sentido, que acabam de uma hora para outra... pois eu digo que isto é muito fácil explicar: faltou, com certeza absoluta, sinceridade, seja de uma parte ou de ambas.
Questione-se por um minuto ao menos o que faz uma pessoa ir diante de uma autoridade religiosa jurar amor eterno e, sem mais nem menos, dentro de um mês ou pouco mais que isso, terminar tudo? Pois bem, não é necessário dizer, com certeza, de que ninguém foi sincero neste caso.
Sinceridade de sentimentos requer grande conhecimento de si próprio, mas é possível a partir do momento que se decide que não vale a pena se juntar aos milhões de hipócritas deste mundo, que não vale a pena sofrer pelo mundo insincero e sim, mostrar a estas pessoas que é possível sim ser sincero consigo mesmo e viver bem, num mundo mais belo e tranqüilo, com menos dúvidas e muito mais certezas...
Porque algo disso tudo posso afirmar com grande convicção: não haverá mundo melhor sem este ingrediente fundamental, sinceridade, pois esta é a base de qualquer relacionamento que alguém possa construir, e o nosso mundo funciona exatamente assim, a Terra gira em cima de relacionamentos, nossa sociedade é assim, o próprio nome já diz, SOCIEDADE... sem isto, não há esperanças de se ter um bom relacionamento, não há esperanças de se construir uma amizade duradoura e saudável, não há esperanças em se ter um mundo melhor.