segunda-feira, 11 de maio de 2009

Como nós nos tornamos nós mesmos

Como nós nos tornamos nós mesmos, não, não é uma referência a Nietzche [De como a gente se torna o que a gente é], hehehe...

Mas, o que nos torna o que somos hoje?
É claro, penso eu que a resposta seja um tanto quanto óbvia: nossas escolhas.
Sim! Nossas escolhas! Hehehehe, ou seja, o que te torna o que você é... é você mesmo! É claro que nós não sabemos o que ira gerar nossas decisões, isto é um pouco imprevisível mas, é isto que nos torna o que somos hoje, e as nossas decisões de hoje nos tornará o que seremos no futuro, seja o que for.

Uma evidência disto é o que muitos de nós, quando algo dá errado em nossas vidas a primeira coisa que dizemos "putz, se eu tivesse feito *isso, isso e isso* as coisas seriam diferentes" e o desejo de muita gente é poder alterar o passado, inclusive o meu era este também, até não muito tempo atrás.

Depois de muita reflexão e algumas experiências de vida (poucas, é fato, tenho só 19 anos) digo que mudar o passado, mesmo que fosse possível, não é mais meu desejo, pelo contrário, penso eu que faria tudo de novo! Longe de mim dizer que só acertei, pelo contrário, errei muito, na maior parte das vezes, mas quem disse que isto é algo ruim?
Gosto do que sou hoje e se eu pudesse voltar e alterar o que eu escolhi fazer, como já disse um poeta: "Quem então, agora eu seria?".
Alterar o passado, é alterar a nós mesmos, é eliminar nossas lembranças, é apagar nossas experiências. Uma decisão hoje pode desencadear um acontecimento daqui a 1 ano ou mais e nós aprendemos com a vida, se os acontecimentos mudassem, aprenderíamos coisas diferentes (ou não) e então, quem nós seríamos? Estaríamos pensando a mesma coisa agora? Estaria eu postando neste blog que poderia nem sequer existir?
O ser humano aprende muito bem (ou não) com seus erros, e se nós pudessemos concertar nossos erros do passado, não teríamos aprendido com eles e consequentemente, talvez errássemos mais a frente no que escapamos por sorte de errar na ocasião alterada.

Depois de muito pensar, cheguei a conclusão de que me orgulho de tudo que optei até hoje, pois hoje conheço pessoas maravilhosas e tenho grandes amizades, e não gostaria de alterar nadinha do passado, pois isto é o que me faz o que eu sou...

Muito obrigado a vocês, pessoas que estão e que estiveram em minha vida, por me ajudar a ser o que sou hoje e o que eu venha a me tornar, muito obrigado a TODOS!


"(...)se o que eu sou é também o que eu escolhi ser aceito a condição (...)"

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Até onde vai?

Sempre penso muito sobre espiritualidade e cristianismo e ultimamente tenho discutido muito sobre a interferência de Deus em nossas vidas com minha mãe e meu pai (kardecistas) e não me sinto satisfeito com as conversas...

Acontece que segundo o que dizem, se Deus não quiser, nada dá certo pra ninguém... e ainda por cima, dizem que se não confiarmos em Deus acima de tudo, não é só estudar e se acalmar para realizar uma prova, por exemplo, para ir bem, porque se Deus precisar lhe provar que é só confiando Nele que se vai à algum lugar.

Sinceramente, não acho que isso seja compatível com a própria "índole" que nós atribuímos à Deus... o que nós homens atribuímos à Deus não é a justiça suprema? A perfeição? Pois, Ele também nos concedeu livre arbítrio, o que, teoricamente, seria o direito de escolher o que desejamos fazer, aceitando as consequências de nossos atos, evidentemente...
Bom, isso me leva a crer que, se alguém não orar antes de uma prova a pessoa apenas terá que achar outra maneira de acalmar seus pensamentos (já que a oração é cientificamente comprovada como "calmante") mas isso não quer dizer nem de longe que Deus vai atrapalhar só para provar que existe.

Não sei, isso é o que eu penso, não acho que confiar em Deus seja meio caminho andado, penso eu sim, que ajuda, mas é você quem faz sua vida, mais ninguém, muito menos Deus. É claro que Ele poderia, se quisesse, mas não acho que Ele vá interferir desta forma em nossas vidas, acredito que Ele goste de ver seus filhos merecendo seu progresso na vida, e não empurrando-os conforme sua devoção incondicional à Ele.